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Uma ano em Standing Rock

Jasilyn Charger foi uma das primeiras pessoas a acampar na Terra Indígena Sioux de Standing Rock em abril de 2016. Junto com outros jovens das tribos vizinhas, aos 19 anos ajudou ampliar o conhecimento sobre os riscos decorrentes da construção do Óleoduto da DAP com 2000 milhas da Dakota do Norte até Washington. No momento em que o grupo retornou a Staning Rock, a população do acampamento tinha chegado aos milhares.

Um ano depois, ela reflete sobre as manifestações e como o movimento mudou o curso de sua vida.

Fonte: revealnews.org

Aparato de guerra no segundo dia de remoção do principal acampamento contra o oleoduto em Standing Rock

Cam 1 – Eviction of Main #NoDAPL Camp, #OcetiSakowin camp in North Dakota. Support our work here: http://www.unicornriot.ninja/?page_id=211

Posted by Unicorn Riot on Donnerstag, 23. Februar 2017

Outra vez a mídia alternativa Unicorn Riot registrou imagens do aparato de guerra que invadiu Oceti Sakowin – o principal acampamento contra a construção do oleoduto em Standing Rock – na tarde de ontem.

Uma vez mais – no segundo dia de remoção do acampamento – casas e cabanas foram incendiadas em cerimonias, barreiras foram destruídas por tratores. Dezenas de pessoas que se recusaram a abandonar o acampamento foram presas.

Fonte: Unicorn Riot

 

(Abaixo a cobertura do grupo de mídia Unicorn Riot)

Militarized Force Executes Eviction of Main #NoDAPL Encampment

Cannonball, ND – After nearly a year of struggling against the Dakota Access Pipeline’s construction underneath the Missouri River, water protectors are now scheduled to be evicted from their main encampment. [Watch our LIVE updates below]

UPDATE Thursday, February 23rd, 11:45AM: A large militarized force has moved into the Oceti Sakowin main camp. We are streaming live on “Cam 1” which is embedded below, or directly on Livestream here. Armored vehicles and riot police are moving around the camp, as many camp participants and medics have evacuated across the frozen Cannonball River to the Rosebud Camp.


As of Wednesday afternoon, the encampment, on unceded Fort Laramie Treaty land and maintained by the Army Corps of Engineers, has a few hundred water protectors still holding steady as the eviction looms.

Ceremonial fires have been raging throughout the snow-filled morning.

For our LIVE feeds from the muddy encampments, see below. If we are not live at the moment, click into the ‘event posts’ (play button) on the top right of the stream for today’s videos.

We spoke with an Indigenous elder in the late morning who talked about passively resisting the scheduled eviction, saying,

We have no intentions on leaving, we are standing on our 1868 Fort Laramie Treaty rights, we are taking an 1868 Fort Laramie Treaty stance and we are legitimate 1868 Fort Laramie Treaty representatives. For my people out there, we stand for you, and water.”

Watch the interview below:

He further stated,

This is a sacred site and we are protected by federal statutes … forcefully removing us from treaty territories is another violation. Again, we are here in peace and prayer, we are supposed to be protected and we’re not. We’re going to resist, and it’s passive resistance, we’re not going to fight them. At the same time, we’re going to be praying for them and their families for this water, that they need, that we all need.”

With less than an hour before the set eviction time of 2 p.m., many water protectors marched south out of camp towards the Cannonball bridge as more fires burned.

With less than ten minutes before the scheduled eviction, the north gate into camp was blocked with metal barricades and the security shack was lit afire.

The scheduled eviction time of 2 p.m. came and went with no loud announcements by the police. Since then, groups of water protectors and law enforcement have had discussions on Highway 1806.

More wood structures were lit on fire after 2:30 p.m. CST.

A video update from 2:50 p.m. shows fires still raging across camp with a small amount of water protectors left, riot squads readying on Highway 1806, and the media taking it all in.

After an hour and a half past the scheduled eviction time, police still had yet to enter camp and Army Corps representatives stated that they are scheduled to clean the camp at 9 a.m. tomorrow.

Watch the conversation with the policy advisor for Governor Burgum that happened on Highway 1806 around 3:30 p.m. below:

A bit after 4 p.m. CST, police officers led by the Wisconsin State Patrol started to make arrests of people on Highway 1806, including a Rabbi, legal observers, and journalists.

The person seen in the above picture being tackled by Wisconsin State Troopers and Morton County Sheriffs has been identified as Eric Poemz. While he was attacked he was livestreaming through his Facebook and can be heard screaming in pain after being tackled to the ground and saying he thinks his hip is broken.

There have been 10 arrests so far today according to Dennis Ward from Aboriginal Peoples Television Network.

At about 5 p.m. there was an update given by two water protectors who were acting as the police liaisons.

There’s no negotiating anymore, there’s no ceremonies, they’re just gunna come and arrest. But they’ve given us one last opportunity to say ‘hey we want to leave’ and if we leave then we won’t get arrested.”

They went on to say that the Army Corp of Engineers won’t be entering the camp to do any cleaning until the area is clear of people.

There’s concerns about a group in here that wants to kill the cops. They think there’s some kind of group in here, I have not seen any group like that, but they think there is.”

Meanwhile mainstream media ABC has been allowed to stand with the police and will not be arrested.

 

 

KFYR-TV, a local NBC and FOX affiliate for the Bismarck-Mandan and Dickinson, North Dakota region, was live for a press conference with North Dakota Governor Doug Burgum, Morton County Sheriff Kyle Kirchmeier, and other state and Army officials about today’s eviction.

It’s our desire that people leave voluntarily from the camp and at 9 o’clock tomorrow morning. It’s our intention in a coordinated way again with the state of North Dakota, Standing Rock Sioux Tribe, Army Corp of Engineers, to enter the Oceti Camp and continue the clean up efforts that we’ve begun in the last few weeks.”

Trump assina decretos permitindo avanço militarizado do oleoduto da KXL em Terra Sioux

Em 27 de janeiro de 2017 o presidente dos EUA, Donald Trump assinou dois decretos permitindo o avanço do oleoduto da KXL em território sioux.

A ordem presidencial é acabar com os acampamentos formados em Standin Rock com milhares de pessoas entre indígenas e apoiadores, a partir do dia 22 de fevereiro.

Assumindo para si a função de protetores da água por sete gerações, os Sioux e milhares de apoiadores responderam ao avanço do oleoduto com bravura erguendo acampamentos e resistindo a violência policial.

Se for construído o enorme oleoduto passará por baixo de dois grandes corpos de água, entre eles o rio Missuri. Em caso de assidente, o oleoduto tem potencial para contaminar a água de uma vasta região.

Assista o documentário “A Gente Luta”

PORTUGUÊS:

Ative as LEGENDAS! Clique no botão do canto direito (a seta pra cima), dois novos botões irão aparecer, passe o mouse sobre a seta pra direita ao lado do botão de baixo (“cc”), e escolha “Português.” Uma vez feita a escolha uma vez, as legendas irão aparecer automaticamente nos outros vídeos.

Parte da série “Curtas Vídeo nas Aldeias: Olhares Indígenas”

“A gente luta mas come fruta: Trailer”

Versão de 4 minutos do filme “A gente luta mas come fruta”, de Isaac e Bebito Pianko. Relata os esforços do povo Ashaninka por preservar a floresta e manter seu modo de vida, no estado do Acre. O filme original é restultado de oficinas de formação em audio-visual para povos indígenas, dentro do projeto Vídeo nas Aldeias. Esta versão é um “Interprograma”, produzido com o apoio do programa Ponto Brasil, a ser veiculado na TV Brasil, num especial dedicado ao Vídeo nas Aldeias. Para mais informações, para adquirir o filme, ou para ver outros filmes acesse: http://www.videonasaldeias.org.br ou visite nosso canal no Youtube.

Sobre a Série

Série de 6 vídeos curtinhos que oferece um panorama da produção dos realizadores indígenas de várias partes do Brasil, e resume o momento atual do projeto Vídeo nas Aldeias. Os vídeos também exemplificam o amplo leque das temáticas abordadas pelos realizadores indígenas: de histórias tradicionais contadas pelos mais velhos, a práticas cotidianas das aldeias, passando pela relação com os recursos naturais, estratégias de sustentabilidade, e relação com o mundo de fora, até intercâmbios culturais. Dos vídeos, “A gente luta mas come fruta: trailer” (Ashaninka) e “Nós e a cidade” (Mbya-Guarani), são releituras resumidas de filmes anteriores, “Bimi: Mestra de Kenes” (Hunikui), e “Troca de Olhares” (Hunikui/Ashaninka) são prévias de trabalhos a serem lançados futuramente, com enfoques diferentes, já “A História do Monstro Kátpy” (Kisêdjê), e “Kidene: Academia Kuikuro”, são obras originais no seu formato final. Todos os vídeos foram editados num encontro de realizadores indígenas ocorrido em Agosto de 2009 na sede do Vídeo nas Aldeias, em Olinda, com o apoio do Programa Ponto Brasil, da TV Brasil, que veiculará os curtas num especial Vídeo nas Aldeias.

Assista o documentário “Serras da Desordem”

Carapirú é um índio nômade que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante dez anos, anda sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2 mil quilômetros de seu ponto de partida. Levado a Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, ele vira manchete nacional e centro de uma polêmica entre antropólogos e lingüistas quanto a sua origem e identidade.

Ficha técnica

Título no Brasil: Serras da Desordem
Título Original: Serras da Desordem
Ano de Lançamento: 2006
Gênero: Documentário
País de Origem: Brasil
Duração: 135 minutos
Estreia no Brasil: 28/03/2008
Estúdio/Distrib: Usina Digital

[Video] Sentindo o outro lado: perseguição e resistência kaingang em Kandóia

Após o bloqueio de uma estrada, em um protesto contra as eternas mentiras (promessas) dos políticos, a comunidade Kaingang de Kandóia (RS) entra em confronto se com colonos locais. Dois colonos sequestram um jovem kaingang, e acabam sendo mortos no enfrentamento. Semanas depois, a Policia Federal e representantes da FUNAI detêm cinco lideranças da comunidade em uma armadilha disfarçada de reunião. Diante disso, uma mulher kaingang kujá (pajé), sonha com a mãe de um dos presos que pessoalmente não conhece, e decide viajar até Kandóia para dar consolo. As perseguições, a montagem midiática e política que seguiram a estes acontecimentos. Uma resistência que se inscreve em uma cosmologia própria, onde o lugar dos conhecimentos dos kujá aparecem como motor para continuidade da luta.